Títulos, experiência, 150 atletas testados e 71 jogos: Seleções Brasileiras rodam o mundo e ganham ‘horas de voo‘
Campeão do Globl Jam. Campeão dos Jogos Mundiais Universitários. Campeão da Solidarity Cup. Campeão da Copa Latina. Vice-campeão da AmericupW. O semestre foi impressionante para o basquete brasileiro em 2025. Além dos títulos no naipe masculino, o Brasil seguiu a pleno vapor no seu projeto de reconstrução com a Seleção feminina, e oportunizou todo o ecossistema da modalidade no país, com um giro pelo mundo e chances de intercâmbio para atletas, técnicos, auxiliares, fisioterapeutas, médicos, preparadores físicos, staff técnico e muito mais!
“Esses resultados incríveis e números impressionantes refletem um trabalho extraordinário e criativo da CBB e seus colaboradores ao lado de CTs talentosas e diversos parceiros comerciais e técnicos. Estamos muito felizes, só temos a agradecer a todos que participarem desse momento, mas sabemos também que temos muito trabalho pela frente, pois o sucesso faz o sarrafo subir também. É celebrar e agradecer a cada um do ecossistema que participou disso, como COB, CBDU, CBC, LNB, LBF. clubes”, diz Marcelo Sousa, presidente da CBB.
Ao todo, foram 150 atletas envolvidos em nove competições nos dois naipes, amistosos, com camps de treinamento e disputas nos Estados Unidos, China, República Tcheca, Alemanha, Canadá, Panamá e México, além do Camp Sub-17 e Projeto LDB, ambos no masculino, num investimento pesado da Confederação Brasileira de Basketball sob suporte do Comitê Olímpico do Brasil, e também parceria com a Confederação Brasileira de Desportos Universitários, Bauru Basket, Comitê Brasileiro de Clubes, Liga Nacional de Basquete e Liga de Basquete Feminino.
Esmiuçando os números, foram 8 preparadores físicos, 23 profissionais de saúde, 22 treinadores e 7 profissionais de comunicação, operação e outras áreas. Ao todo, 130 dias reunidos, com 71 jogos. Sempre imersos em um intercâmbio no mais alto nível, enfrentando rivais como Canadá, Estados Unidos, Alemanha, França, Austrália, Nova Zelândia, Uruguai, Panamá, Japão, República Dominicana, Argentina, México, Venezuela, Porto Rico, Taipei, Montenegro, Croácia, Chile, Coreia do Sul, República Tcheca, entre outros.
“Oportunizar atletas e todos os membros da comissão técnica é uma vitória para todo o ecossistema. Todos voltam com mais experiência para os seus clubes e projetos e quem ganha é o basquete brasileiro. Nossas comissões técnicas das Seleções principais e o nosso futuro. Temos muito caminho pela frente, com esses eventos identificamos melhor onde temos que desenvolver e melhorar para seguir com o objetivo de disputar e classificar para as melhores competições”, explica Bruno Valentin, líder técnico da CBB.
Esse projeto de médio e longo prazo tem objetivo. Ampliar o número de atletas observados em partidas de alto nível, aumentando assim também o número de jogadores incluídos no plano de trabalho visando das comissões técnicas para os Jogos de Los Angeles 2028 e 2032, no masculino e feminino.
No naipe masculino, o técnico Aleksandar Petrovic citou inclusive esse grande avanço da CBB, comparado ao cenário de quando chegou ao Brasil em sua primeira passagem, em 2017:
“Naquela época, tinha um time repleto de veteranos e sem perspectiva de renovação. Um nome aqui e outro ali. Eram Alex, Marquinhos, Varejão, Leandrinho, e trouxemos o Yago, o Didi, depois o Gui Santos. Hoje, você tem quase 50 atletas prontos para serem chamados para a Seleção Brasileira principal”, cita Petrovic.
A questão não é diferente no feminino. Iniciando com uma nova comissão técnica, o naipe teve Tour da WNBA, AmericupW, Mundial U19, Universíade e Globl Jam como diagnóstico para uma base extensa de atletas que atuam no Brasil e também NCAA. Essa oportunidade ajuda a comissão técnica de Pokey Chatman, como cita Léo Figueiró, coordenador da base feminina e auxiliar da americana:
“É passo a passo, temos que suportar o processo para colher lá na frente. Pudemos observar muitas atletas, entender características, comportamentos, desempenho na Seleção e ainda competir em alto nível, para que elas possam entender onde precisam melhorar”, disse Figueiró.
Em janeiro e fevereiro, tivemos as últimas janelas das Eliminatórias da Americup masculina. Depois disso, o Brasil jogou a Copa América Sub-16 masculina. O feminino esteve no Tour da WNBA, com uma Seleção repleta de jovens contra Chicago Sky e Indiana Fever. Na sequência, jogou a AmericupW e o Mundial U19 feminino. Na Europa, os Jogos Mundiais Universitários, na categoria Sub-25, foram outra oportunidade, nos dois naipes. Assim como agora o Globl Jam, em Toronto, no Canadá. Fora a Solidarity Cup com o masculino na China, a Copa Latina no Panamá e o Camp Sub-17 masculino no mesmo período da parceria com Bauru e LNB na Liga de Desenvolvimento.
Duas vitórias em finais contra os EUA
A caminhada em 2025 teve dois momentos marcantes, com duas vitórias do Brasil diante do poderoso basquete dos Estados Unidos em finais. E numa distância de menos de 20 dias. Primeiro, a Seleção Brasileira Universitária Sub-25 derrotou os Estados Unidos na decisão dos Jogos Mundiais Universitários, em Rhine-Ruhr, na Alemanha, por 94 a 88, na prorrogação. E depois bateu os Estados Unidos na final do Globl Jam por 77 a 73, em Toronto, no Canadá, com a Seleção Sub-23.
Na primeira oportunidade o basquete americano esteve representado por Baylor. Na segunda, por Georgetown, os dois escolhidos a dedo pela USA Basketball. Dois gigantes da NCAA e Universidades com orçamento acima da casa dos U$$ 100 milhões ao ano para o programa de basquete masculino.
“Bom, está sendo feito um trabalho minucioso em relação a mapeamento de jogadores das categorias de base até categoria adulta, então além desse grande desafio a gente tá conseguindo dar oportunidade internacional para vários jogadores, atletas com potencial de desenvolvimento que estão tendo oportunidade de jogar em alto nível e estão mostrando muita qualidade. E são jogadores do futuro do Brasil. Então, assim, foram mais de 40 jogadores praticamente nessas últimas seleções, nessas últimas convocações. E a gente fica muito feliz pelo trabalho que está sendo realizado e pela oportunidade que eles tão tendo de jogar em alto nível, porque com certeza eles serão aí o futuro da Seleção Brasileira. E quanto mais experiência e jogos internacionais, com certeza o nível deles vai aumentar muito, consequentemente o Brasil também vai ter muita qualidade no futuro”, cita Demétrius Ferraciú, coordenador das Seleções de base.
Feminino brilhou na AmericupW
No basquete feminino, a Seleção Brasileira principal chegou invicta até a final da AmericupW, passando por cima de todas as adversárias, incluindo a potência olímpica Canadá, e duas vitórias maiúsculas contra a Argentina. Na decisão, com problemas de faltas no garrafão e sem poder contar com Kamilla Cardoso por quase 30 minutos, a Seleção bateu na trave pelo título e vaga direta na próxima Copa do Mundo.
A equipe, porém, além de ganhar a chegada da chutadora Bella Nascimento, de apenas 23 anos, se classificou para o Pré-Mundial, em março do próximo ano, quando pode carimbar um lugar na Copa do Mundo da Alemanha, também em 2026.
“É passo a passo. O basquete brasileiro tem um caminho pela frente, e deu o início desse processo que com certeza vai colher frutos lá na frente. Não há segredo. É trabalhar”, disse Pokey Chatman, técnica da Seleção Feminina.
NÚMEROS EM 2025
150 atletas
22 treinadores
8 preparadores físicos
23 profissionais da saúde
7 outros profissionais, operação e comunicação
130 dias reunidos
71 jogos
10 países
TORNEIOS EM 2025
Eliminatórias Americup - Masculino
Tour WNBA - Estados Unidos - Feminino
Americup Sub-16 - México - Masculino
AmericupW - Chile - Feminino
Solidarity Cup - China - Masculino
Mundial Sub-19 - República Tcheca - Feminino
Universíade - Alemanha - Feminino e masculino
Globl Jam - Canadá - Masculino e feminino
Copa Latina - Panamá - Masculino
Ainda por vir em 2025
Americup - Nicarágua - Masculino
Sul-Americano Sub-17 - Paraguai - Feminino
Sul-Americano Sub-17 - Colômbia - Masculino
Eliminatórias Copa do Mundo - Chile e Brasil - Masculino
Fonte: Assessoria CBB