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7/10/2007
DEFINIDAS AS SELEÇÕES DO PRÉ-OLÍMPICO MUNDIAL FEMININO


Chieti / Itália – Com o encerramento do Torneio Pré-Olímpico Europeu Feminino de Basquete, neste domingo, em Chietii (Itália), ficaram definidos os 12 países que irão disputar o Torneio Pré-Olímpico Mundial, de 9 a 13 de junho de 2008: Cuba, Brasil e Argentina (Américas); Angola e Senegal (África); Taiwan e Japão (Ásia); Fiji (Oceania); Espanha, Bielorrússia, Letônia e República Tcheca (Europa). Os cinco primeiros colocados estão classificados para os Jogos Olímpicos de Pequim. Na final do Europeu, a Rússia venceu a Espanha por 74 a 68 (44 a 24 no primeiro tempo) e carimbou o passaporte para Pequim.

— A Rússia acabou fazendo valer seu favoritismo, mas com alguma dificuldade para vencer a Espanha na final. A equipe russa tem um elenco alto e com o amadurecimento da lateral Arteshina e da pivô Shchegoleva aumentou ainda mais suas opções de troca. Seguramente é uma das favoritas na disputa por medalhas nos Jogos Olímpicos — comentou o técnico da seleção brasileira, Paulo Bassul, que acompanhou a fase final do Pré-Olímpico Europeu.

Segundo Bassul, uma das cinco vagas para a Olimpíada de Pequim será do Brasil.

— Todas as quatro equipes européias classificadas para o Pré-Olímpico Mundial podem ser batidas pela nossa seleção, mas com certeza serão adversários difíceis. Será uma competição de altíssimo nível e temos que fazer uma boa preparação. O fato de contarmos com a equipe completa desde o primeiro dia de treinamento ajudará bastante para conseguirmos chegar com um bom entrosamento e ritmo de jogo.

Paulo Bassul analisa as quatro seleções européias classificadas para o Pré-Olímpico Mundial.

ESPANHA
— Melhorou muito nos últimos anos e o grupo amadureceu porque não perdeu quase ninguém. Além disso, com a troca de comando técnico a equipe mudou a maneira de jogar, passando a atuar com mais agressividade e com grande rotatividade de atletas. A ala Valdemoro e a pivô Montañana (muito ágil, com excelente arremesso dos três pontos e jogou três anos no universitário americano) foram os destaques da equipe no europeu. A seleção ainda deve ser reforçada com a Marta Fernandes que se destacou esta temporada na WNBA e não foi incorporada ao grupo porque teria pouco tempo de treinamento. É sem sombra de dúvidas uma das maiores forças que vamos enfrentar.

BIELORRÚSSIA
— Foi a grande surpresa da competição. Nas quartas-de-final eliminou a República Tcheca e na semifinal fez uma bela apresentação diante da Espanha. A pivô Leuchanka é um dos destaques da equipe (foi a primeira atleta do país a participar de jogos pela WNBA), mas eles fazem revezamentos constantes e não concentram o jogo em poucas jogadoras. É um grupo que, diferentemente de outras equipes européias, faz uma marcação bem agressiva e se arrisca com frequência nos contra-ataques. Isto tem surpreendido muitas as equipes nos confrontos continentais. Deve ser encarada com respeito.

LETÔNIA
— Apesar de ser uma seleção forte, concentra demasiadamente seu jogo em poucas atletas. Este fato, numa competição equilibrada e longa como o europeu, acabou penalizando a equipe na disputa do bronze. Jekabsone, cestinha da equipe, jogou com o joelho lesionado e Basko (que é outra lateral de destaque) nem participou da partida com uma lesão no cotovelo. Com isso, o jogo ficou excessivamente concentrado na pivô Jansone facilitando as coisas para a Bielorússia. Como o Pré-Olímpico Mundial será uma competição de curtíssima duração também incluo como séria candidata a uma das cinco vagas.

REPÚBLICA TCHECA
— Tem uma equipe muito alta em todas as posições a começar pela armadora Machova, com 1,82m. As tchecas foram surpreendidas pelo jogo de velocidade da Bielorússia e acabaram ficando fora das semifinais. Mas se recuperaram e garantiram a última vaga do continente até com certa facilidade. O destyaque é a lateral Viteckova, que possui ótimo arremesso de longa distância e já conquistou um europeu em cima das russas.

— PAÍSES CLASSIFICADOS PARA A OLIMPÍADA DE PEQUI


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