Acampamentos de Arbitragem impactam 1.536 profissionais e viram case na FIBA

18.03.2020   |   Arbitragem
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 Desenvolver o basquete não significa se preocupar apenas com os atletas. Já é provado que uma arbitragem forte traduz avanços no jogo. Pensando nisso, desde março de 2017, a Confederação Brasileira de Basketball intensificou os Acampamentos de Arbitragem ao redor do Brasil, com o objetivo de reciclar, aprimorar e também formar novos profissionais da arbitragem em todo o Brasil.

Fot: Divulgação/CBB

Em três anos, foram 40 eventos, com 1.536 profissionais impactados, em 16 cidades diferentes. O crescimento é proporcional com a recuperação da CBB como instituição. Em 2017, foram 4 eventos. Em 2018, outros 14. Já em 2019, foram 16. E neste ano, ainda em março, com a paralisação por conta do coronavírus, sete acampamentos já foram realizados.

O trabalho é orientado por Vander Lobosco Jr, coordenador de arbitragem da CBB. Para ele, os Acampamentos são fundamentais e seu crescimento e organização já são motivo de observação por parte da FIBA como um case positivo.

- Quando o Geraldo Miguel Fontana era o diretor de arbitragem da CBB, existiam os acampamentos. Depois, ganharam outro formato. Quando chegamos em 2017, seguimos a orientação da FIBA. O diferencial do nosso trabalho é que a maioria dos acampamentos eram feitos com reuniões. Vídeos de padronização, sentimos a necessidade de treinamento e mecânica de arbitragem, de exercício de correção. Esse é nosso diferencial. Hoje, na América do Sul, somos a única que faz esse tipo de desenvolvimento a nível nacional. A Argentina tem escolas de árbitros, mas poucos países fazem treinamento. Fomos referência na FIBA em treinamento para jovens e quadro de arbitragem - cita Vander Lobosco Jr.

Fot: Divulgação/CBB

Parte do treinamento dos árbitros é prático. Eles são colocados em ação nos Campeonatos Brasileiros Interclubes de Base e têm seu desempenho analisado, com feedback quase que em tempo real.

- Durante as competições do CBI, colocamos os árbitros para apitar jogos. E em uma atividade real, conseguimos dar o feedback. Toda vez que termina a partida, o observador anota o que acontece e dá o feedback. Junto disso, dois dias antes, trabalhamos com temas transversais. Relação do árbitro com jogadores, com técnicos. Disciplina. Foco e objetivo. Durante uma partida, o árbitro fala com ele mesmo. Mostramos que quanto mais ferramentas positivas, melhor o poder de decisão - argumenta o coordenador da CBB.

O trabalho também contempla as federações estaduais, que também ganham com os Acampamentos de Arbitragem e são parceiras na iniciativa.

- Entendemos que hoje, o árbitro é comparado como uma empresa. Quanto melhor a prestação de serviço, melhor a colocação no mercado. Preparação física, teórica, controle de si mesmo para controlar o jogo. Essas são as nossas propostas do Acampamento. Também começamos a fazer uma preparação com os departamento de arbitragem das federações. Pegamos esse diretor de arbitragem local e passamos toda a nossa filosofia implantada na CBB. Através de uma plataforma de ensino gerenciada pela CBB, todos participam e tem grande resultado - finaliza Vander.

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