"Voando", Marcelinho Huertas não impõe limites para Tenerife e seleção brasileira

13.01.2020   |   Seleção Masculina Adulta
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Marcelinho Huertas vive uma temporada incrível. Uma das melhores da carreira, segundo o próprio. Protagonista no Tenerife, o armador e capitão da seleção brasileira bateu um papo com a Confederação Brasileira de Basketball para falar das últimas semanas incríveis que tem vivido. Aos 36 anos, ele ajudou seu time a fechar o primeiro turno da Liga Espanhola no quarto lugar, ao lado de gigantes como Real Madrid e Barcelona. Além disso, lidera seu grupo na Champions League.

Foto; Divulgação/Tenerife

Não fosse o bastante, individualmente Huertas também está impressionante. Na última semana, conseguiu um combo de 22 pontos e 17 assistências diante do Zaragoza. Ele é o primeiro jogador na história da Liga ACB a conquistar isso. A marca de 17 assistências também é a terceira maior da história da liga.

As médias de Huertas no torneio são impressionantes. Os números foram compilados pelo Blog do Bala na Cesta: 14,1 pontos de média (sua melhor marca desde 2007/2008 e pela primeira vez na vida entre os dez maiores nos pontos), 53% nas bolas de 2, 38% nas bolas de 3 (ele está entre os 40 melhores nos dois quesitos de arremessos aliás), 7,9 assistências (recorde absoluto de sua carreira e liderança da temporada), 17,1 de eficiência (quinta maior do campeonato).

Foto; Divulgação/Tenerife

Em papo com a CBB, Huertas garantiu que sempre confiou que poderia manter o alto nível que a há preconceito com atletas mais velhos.

- Lógico que acreditava em poder jogar no nível que estou jogando. Não via nenhuma barreira que me impedisse de fazer o que fiz por muitos anos. Fisicamente estou muito bem. As pessoas são preconceituosas com idade de esportistas. E muitas vezes vira apenas um número. Muitos atletas têm carreiras longas e conseguem desempenhar em alto nível. E atletas que não se cuidam tão bem, têm carreiras que com 28, 29 anos, estão encerrando. Eu sempre acreditei que pudesse jogar como estou jogando. Mas, claramente, em cada time você tem uma função e um protagonismo. E você precisa se adaptar - citou Huertas.

O brasileiro também falou sobre o seu desempenho individual na temporada pelo Tenerife.

- Individualmente, a respeito de números, é uma das minhas melhores temporadas. Acho que você tem que olhar e saber analisar. Você joga em times diferentes, tem papeis diferentes e jogar de acordo com o que o time precisa de você. A maioria das pessoas só liga para números, não faz uma análise mais profunda, isso é um grande erro - frisou o jogador.

Foto: Divulgação/FIBA

Huertas lembrou o Pré-Olímpico Mundial, compromisso do Brasil em junho, na Croácia, diante dos croatas, Alemanha, México, Tunísia e Rússia. Para ele, a seleção tem totais condições de estar em Tóquio 2020.

- Em relação ao Pré-Olímpico, vejo nosso time com boas chances, experiente, tiro curto. Apenas quatro jogos no máximo. Acredito realmente que possamos fazer o que muita pouca gente acredita. Mas que nós jogadores, comissão e uma minoria acredita, que é voltar a jogar uma Olimpíada, ganhando esse Pré-Olímpico na Croácia. Temos experiência, juventude, vamos chegar lá para brigar por essa vaga.

Por último, o armador, perguntado sobre onde o Tenerife poderia chegar, preferiu esperar o desenrolar da temporada.

- É difícil de dizer. Está claro que estamos fazendo uma ótima temporada. Fechamos o primeiro turno entre os quatro primeiros. Um time com 12 jogadores novos. É difícil formar um grupo equilibrado em tão pouco tempo. Os times que ficam na parte alta são times que já vêm com anos de trabalho, base sólida, muitos jogadores como pilares em suas equipes, e outros que chegam para complementar. Temporada de muito mérito, ACB, Champions League. É continuar trabalhando, fazendo o que o nosso técnico pede. Se continuarmos dessa maneira, vamos competir contra todos nas duas competições. E chegar, onde vai chegar, vai depender mais para frente, em situações de playoff. Mas não são objetivos concretos e sim pouco a pouco, pensando em cada jogo.

A CBB é o órgão nacional do basquete. É uma associação independente, formada por 27 federações por todo o Brasil. É reconhecida como a única autoridade competente no basquete pela Federação Internacional de Basquete (FIBA) e Comitê Olímpico do Brasil (COB).

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