Brasil joga mal, é dominado pela República Tcheca e perde invencibilidade na Copa do Mundo

07.09.2019   |   Seleção Masculina Adulta
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Foto: FIBA

Num sábado em que nada deu certo, a Seleção Brasileira Masculina perdeu sua invencibilidade na Copa do Mundo da China. Com um desempenho fraco no ataque e sem conseguir parar o jogador do Chicago Bulls, Tomas Satoransky, dono do jogo com 20 pontos, nove assistências e sete rebotes, o Brasil foi derrotado pela República Tcheca por 93 a 71 (32 a 45), na Arena Shenzhen Bay.

Caso a Grécia bata os Estados Unidos neste sábado, a Seleção só precisará de uma vitória simples sobre os americanos, na segunda-feira, às 9h30 (horário de Brasília), para avançar às quartas. Já em caso de uma vitória da seleção americana, o Brasil terá que vencer os EUA e torcer para os gregos diante da República Tcheca.

 

O JOGO

Petrovic optou pela mesma formação inicial que colocou em quadra contra Montenegro. Mas com o jogo centralizado no gigante de 2,17m Ondrej Balvin, a República Tcheca começou melhor e chegou a abrir sete pontos. Se Alex mais uma vez fazia grande partida, o resto do time não funcionava. Principalmente as bolas de três. Foram apenas duas convertidas em sete tentadas. Até Varejão arriscou. Leandrinho, Huertas e Felício vieram para o jogo, a equipe subiu de produção, e a diferença chegou a cair para apenas um. Mas os tchecos erraram menos e terminaram o primeiro período vencendo por 20 a 16.

O Brasil voltou bem para o segundo período e deu a impressão que a virada era questão de tempo. Mas a química entre Satoransky e Balvin continuava funcionando. Juntos, eles anotaram quase 50% dos pontos tchecos no primeiro tempo. Somado a isso, o ataque brasileiro parou. Foram mais de três minutos sem pontuar. Tempo suficiente para o time europeu abrir 15 de vantagem e ter a chance de aumentar na última posse da etapa inicial. Mas após uma roubada de bola de Alex, Rafa Luz diminuiu o prejuízo, e a Seleção foi para o vestiário perdendo por 45 a 32.

Os primeiros três minutos do segundo tempo foram ainda piores. Sem conseguir neutralizar o jogo interno dos tchecos e sem pontuar no ataque, a diferença aumentou para 20. Petrovic parou o jogo, colocou Yago no jogo e trouxe Leandrinho e Benite de volta. O time cresceu, as bolas de três de Benite começaram a cair, e o prejuízo diminuiu para 13. O problema é que a República Tcheca não sentiu a reação brasileira e não saía das suas características. Liderados por Satoransky, os tchecos reassumiram o controle do jogo e foram para o último período com 19 pontos de frente.

Com Felício e Didi de volta, a Seleção sabia que a missão era muito difícil e foi para o tudo ou nada. Mas a República Tcheca sabia que uma derrota a eliminava da competição e não diminuiu o ritmo. A vantagem chegou a ser de 26 pontos, mas terminou 22 a favor do time europeu.

O armador Marcelinho Huertas lamentou os erros tanto no ataque quanto na defesa, mas se mostrou confiante com relação a um bom resultado contra os EUA.

“Ofensivamente não tivemos paciência nenhuma, defensivamente cometemos muitos erros. No primeiro tempo demos muitas cestas fáceis pra eles, cometemos muitos erros, não fizemos a nossa estratégia, a gente trabalhou isso antes do jogo, sabia como eles jogavam e mesmo assim não fomos capazes de neutralizar. O jogo contra os EUA vai ser completamente diferente, temos que esquecer o quanto antes isso aqui, trabalhar para não repetir os erros e jogar para ganhar. Os EUA não vieram com o time principal e eles podem sentir a falta de alguns líderes, então temos que ir pra cima deles com confiança”, destacou Huertas.

Já o ala Benite, cestinha brasileiro na partida com 12 pontos, afirmou que a derrota foi muito dura, mas que a equipe precisa levantar a cabeça e mudar a mentalidade para encarar os EUA.

“A República Tcheca deu hoje uma pancada muito forte na gente e nos fez voltar à realidade após todas as emoções da primeira fase. Eles foram muito superiores, ofensivamente e defensivamente, porém, da mesma forma que não podemos comemorar muito quando tudo sai bem, não podemos baixar a cabeça agora. Só depende de nós contra os EUA. Então temos que ter muito foco agora, saber que o Brasil não jogou defensivamente, não atacou bem, temos que ter o pé no chão, trabalhar muito, concentrar muito porque os EUA já mostraram que não são imbatíveis e a gente tem tudo para jogar diferente na segunda, mas temos que mudar a mentalidade. Hoje não fomos o Brasil que vínhamos sendo nessa Copa do Mundo”, enfatizou Benite.

Por fim, o pivô Anderson Varejão sintetizou o que foi a partida deste sábado.

“O Brasil não começou o jogo da maneira certa e eles fizeram uma excelente partida, rodando a bola, infiltrando, na verdade eles jogaram bem e a gente jogou mal. Parabéns pra eles pela vitória, mas a gente não pode baixar a cabeça, temos que pensar no próximo jogo e ir em busca da vitória”, concluiu.

 

 

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