Experiência e conhecimento a serviço da base: conheça a trajetória de Felipe Santana, assistente-técnico da Seleção Brasileira Sub-21

03.05.2018   |   Confederação Brasileira de Basketball
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A Copa Brasil de Clubes Sub-21 Masculina, realizada entre os dias 16 e 21 de abril na sede do Fluminense, contou com a presença de um importante observador da Confederação Brasileira de Basketball (CBB): Felipe Luiz Santana, o Filé, assistente-técnico da Seleção Brasileira Sub-21 Masculina e Coordenador Técnico das categorias de base do Palmeiras.

Felipe aproveitou para observar atletas para o Campeonato Sul-Americano da categoria, que acontecerá no período de 15 a 21 de julho, na Argentina.

“Em nossas análises pudemos ver jogadores com bastante potencial, não só para a Seleção Sub-21, mas quem sabe até para a Seleção Adulta no futuro. Foi um campeonato muito competitivo e de bom nível técnico. Esse tipo de campeonato é importante para estimular a garotada de 18, 19 anos a continuar o seu desenvolvimento no basquete”, destacou Felipe.

O trabalho desse jovem paulistano, de 30 anos, com as categorias de base começou em 2008, como estagiário no Palmeiras. Em 2009 foi para Portugal onde conseguiu uma bolsa de estudos na Universidade do Porto e pôde trabalhar como técnico do Sub-17 do Porto. Em 2010 voltou ao Palmeiras como treinador do Sub-15 e conquistou o campeonato paulista. Em 2011 rumou para os EUA onde atuou como assistente-técnico em uma Prep. School na Carolina do Norte. Em 2012 foi técnico da Seleção Paulista Sub-15 e assistente da Sub-17. Em 2014 iniciou na USP seu Mestrado em Análise de Jogo. Na temporada 2014/2015 foi assistente-técnico do Palmeiras no Novo Basquete Brasil (NBB). Em 2017 foi eleito o Melhor Técnico de São Paulo no Sub-19.

Em sua bagagem internacional, Felipe também tem passagens pela Espanha, onde participou do Chus Mateo Academy, clínica ministrada por Chus Mateo, treinador da equipe profissional de basquete do Real Madrid, e acompanhou treinos da seleção principal espanhola. Além disso, já participou de várias clínicas na Argentina, onde o trabalho nas categorias de base é muito forte e pode ser considerado uma referência.

 

Experiência na Seleção Brasileira

No ano passado, Felipe foi recrutado pela CBB para integrar a comissão técnica da Seleção Brasileira Masculina que disputou a Copa América, entre os dias 25 de agosto e 3 de setembro. A experiência abriu portas e hoje, como assistente-técnico da Seleção Sub-21 Masculina, o foco é o Sul-Americano da categoria em julho, na Argentina.

Sobre o Sul-Americano Sub-21, Felipe disse que a comissão técnica brasileira está muito otimista em função do alto nível dos jogadores de que dispomos na atual geração.

“É uma categoria que a gente não está acostumado a jogar aqui no Brasil, mas a comissão técnica está muito otimista em função do alto nível dos jogadores que nós temos nessa geração. A gente fez uma pré-lista com 24 nomes, e olha que não foi fácil fazer essa lista, pois vários bons atletas acabaram ficando de fora, e isso deixa a gente muito contente, pois mostra que o trabalho de base no Brasil vem sendo bem executado e estamos conseguindo revelar ótimos jogadores. Desses 24, muitos já estão disputando as competições com suas respectivas equipes adultas. Alguns jogadores foram selecionados a partir das nossas observações na Copa Brasil de Clubes Sub-21, que aconteceu recentemente no Fluminense”, explicou.

A data da convocação e do início dos treinamentos ainda não foi definida, mas a ansiedade já é grande entre os integrantes da comissão técnica.

“Estamos ansiosos para começar essa fase de treinamentos e acreditamos que será um período muito forte em função da ótima equipe que estamos formando. Esperamos grandes resultados nesse Sul-Americano. O intuito é retomar o protagonismo do Brasil nas competições internacionais de base. No ano passado já ganhamos o Sul-Americano com o Sub-14 e vamos com tudo para esse Sub-21”, acrescentou Felipe.

Entre os principais adversários da nossa Seleção Brasileira, ele destaca Argentina e Uruguai. “A Argentina é sempre uma das favoritas, pelo trabalho de base que eles fazem, pela metodologia de trabalho que é bem sólida há muito tempo, ainda mais jogando em casa. O Uruguai nos últimos anos vem fazendo um ótimo trabalho de base, juntamente com o Marcelo Signorelli, técnico da Seleção Adulta e que coordena a base. Na verdade, não tem adversário fácil, pois nessa geração praticamente todos os atletas já estão jogando entre os profissionais”, concluiu.

 

 

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