Organização e bom nível técnico foram os destaques da Copa Brasil de Clubes Sub-21 Masculina

24.04.2018   |   Copa Brasil de Clubes
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Equipe do Fluminense e comissão técnica recebendo o troféu de campeão e as medalhas

A Copa Brasil de Clubes Sub-21 Masculina movimentou o ginásio do Fluminense, no Rio de Janeiro, entre os dias 16 e 21 de abril. A competição abriu o calendário dos 10 torneios de base programados para este ano e é uma parceria entre a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC).

O crescimento de equipes participantes no Sub-21 foi significativo. Passou de cinco na edição de 2017 para 14 este ano. Além da quantidade, a representatividade em termos de federações também aumentou: a competição contou com dois times do Pará (Clube do Remo e Paysandu Sport Club) e um de Goiás (AEGB / Basquete).

 

Observadores da CBB

Os jogos contaram com a presença de Felipe Luiz Santana, o Filé, assistente-técnico da Seleção Brasileira Sub-21 Masculina. Coordenador da base do Palmeiras, Felipe aproveitou para observar atletas para o Campeonato Sul-Americano da categoria, que acontecerá no período de 15 a 21 de julho, na Argentina.

“Foi um campeonato de muita competitividade, com as equipes bem organizadas, mostrando diferentes estratégias de jogo, algumas jogando um basquete de alto nível. O União Corinthians (RS) para mim foi a equipe que mais evoluiu durante a competição, tanto é que chegou à final, com um basquete de muita qualidade e dois jogadores acima da média, o Lucas Brito e o Bernardo Möller. A equipe do Pinheiros também está de parabéns, fez um ótimo campeonato e, na minha opinião, era uma das favoritas, mas acabou caindo na semifinal para o Fluminense, que optou por levar uma equipe mais velha, com muitos jogadores de 20 anos, então essa experiência fez muita diferença, além da força física que a idade proporciona, e merecidamente levou o título”, avaliou o assistente-técnico da Seleção Brasileira Sub-21 Masculina

Felipe Santana, assistente-técnico da Seleção Brasileira Sub-21 Masculina

Filé também fez questão de destacar o crescimento da competição de 2017 para 2018. “O Pará trouxe duas equipes para a competição, o que é muito legal, pois fomenta o basquete fora do eixo Rio-São Paulo-Minas, e a gente espera que a cada ano essa campeonato tenha mais equipes, seja mais divulgado, porque é daí que vão aparecer os jogadores que logo mais estarão figurando no Adulto de suas equipes e até mesmo na Seleção Brasileira. Parabéns à CBB e ao CBC pela iniciativa e que as outras competições que estão por vir este ano, de outras idades, tenham o mesmo nível e a mesma competitividade desse Sub-21”, concluiu.

Quem também esteve presente no ginásio das Laranjeiras foi Cesar Guidetti, integrante da Comissão Técnica da Seleção Masculina Adulta. Ele também destacou a importância dessas competições de base e parabenizou a organização.

“A Copa Brasil Sub-21 foi uma grande oportunidade para os clubes e jogadores mostrarem o basquete desenvolvido pelo nosso país, especialmente no Sub-21, onde os jogadores que ainda não se encaixaram nas equipes adultas precisam dar continuidade ao seu desenvolvimento. Observamos jogadores com condições de seguir e conquistar espaço no cenário nacional e internacional. Além disso, esse campeonato é um importante intercâmbio entre profissionais que certamente saíram mais ricos em conhecimento e experiência. Quero ressaltar a organização e o profissionalismo dos organizadores, que trouxeram um alto padrão para o evento”, destacou Guidetti.

 

Festa dos donos da casa

O técnico do Sub-21 do Fluminense, Luís André Costa, há 33 anos no Clube, destacou a importância da conquista para o Tricolor e a competitividade do torneio.

“A competição teve um nível muito mais alto que a edição de 2017, um salto de cinco para 14 equipes, inclusive equipes de São Paulo, como o E.C. Pinheiros, que investe forte na base, o que só abrilhantou o título do Fluminense, em função do nível de competitividade. Tivemos um Maringá forte, os clubes do Rio, como Botafogo e Tijuca, que não participaram no ano passado, além do União Corinthians representando muito bem o Sul. E ainda pode melhorar muito, gostaria que viessem as equipes do interior de São Paulo, o próprio Paulistano, da Capital, que são os expoentes do Brasil nessa categoria. É um processo, é o segundo ano da Copa Brasil de Clubes Sub-21 e acho que ainda tem muito a crescer. A gente almeja chegar aos 24 clubes, que é o limite, e esperamos alcançar isso em 2019, dada a visibilidade que o torneio vem ganhando”, explicou Luís André.

O Fluminense sediou a competição no ano passado, este ano e sediará também em 2019 e 2020. Por enquanto não há no Clube um projeto para retomar a equipe adulta, mas o investimento na base continuará até que surja uma oportunidade para quem sabe montar um projeto para disputar uma Liga Ouro e um dia sonhar com o NBB.

Equipe do União Corinthians (RS), uma das sensações do torneio, terminou com o segundo lugar

Surpresa do Sul

Uma das sensações do torneio foi o E.C. União Corinthians, de Santa Cruz do Sul (RS). Mesmo com uma média de idade mais baixa, a equipe dirigida pelo técnico Athos Calderaro conseguiu chegar invicta à final da competição, só sendo superada pelo Fluminense.

“Temos que parabenizar a CBB e o CBC pela organização do evento e o Fluminense pela receptividade. Foi um evento de alto nível, com equipes muito fortes, bem estruturadas e para nós foi muito além do esperado a organização do evento. Nossa equipe é uma equipe jovem, era a mais jovem do campeonato, com apenas dois atletas de 21 anos, e com estatura de média para baixa. Se eu dissesse que nós fomos para a competição pensando em chegar a uma final eu estaria mentindo, mas fomos melhorando gradativamente, ganhando confiança com os jogos e com isso a equipe foi se encorpando e crescendo dentro da competição. O basquete é muito psicológico. O momento foi muito nosso e assim conseguimos atingir um grande resultado que foi fazer a final de um campeonato nacional Sub-21”, destacou Calderaro.

O Coordenador Técnico do projeto é o ex-jogador da Seleção Brasileira, Rogério Klafke. Ele falou um pouco sobre o projeto do Corinthians e parabenizou seus atletas pelo excelente desempenho durante a competição.

“É um projeto novo. Depois de muito tempo sem participar do cenário nacional, a gente tá começando novamente a estruturar o Corinthians. O basquete do Sul vive um momento complicado, com poucos recursos, e lá em Santa Cruz do Sul não é diferente, então a gente tá tentando organizar uma nova Diretoria no Corinthians, que já foi campeão em 1994, estamos começando a trabalhar a base, com várias categorias, para um dia sonhar em começar a trabalhar no Adulto, pensar numa Liga Nacional, numa Liga Ouro. O nosso projeto ainda é humilde, carece de recursos, carece de apoio, mas a gente está no caminho certo, a garotada está apoiando, estão treinando forte, ou seja, nós estamos em um momento muito especial e que nos dá motivação. Chegar entre os melhores do país é um feito histórico para um time jovem, sem experiência, mas que acreditou no projeto”, enfatizou Rogério.


O que vem por aí

O Coordenador Técnico da CBB, Alex Oliveira, um dos responsáveis pela organização do evento, também falou sobre a melhora na questão técnica e na parte estrutural do torneio.

“É um projeto que tem em sua essência o ciclo olímpico, que começou em 2017 e vai até 2020. Ano passado tivemos aqui no Sub-21 cinco equipes e este ano o número já cresceu para 14. Conseguimos implantar um sistema de estatísticas da FIBA que iremos manter durante todo o ano, em todas as competições que serão realizadas, em um total de 10, sendo seis na categoria masculina e quatro na feminina. Vale destacar também a melhora na parte técnica, pois com o aumento do número de equipes tivemos um maior campo de observação. Trouxemos equipes do Pará, de Goiás e aí a gente começa a ter realmente um cenário a nível nacional. A CBB também pretende levar em todas as edições da Copa Brasil observadores, como foram os casos do Felipe Santana e do Cesar Guidetti aqui no Sub-21. Pro feminino a gente já pensa em trazer o Carlos Lima, o técnico da Seleção Adulta. Isso é importante porque a gente começa a ter um banco de dados, uma análise mais qualificada sobre a base brasileira”, destacou o Coordenador Técnico da CBB.

A próxima parada da Copa Brasil de Clubes será no ginásio da Sociedade Thalia, em Curitiba (PR), entre os dias 04 e 11 de junho, com as categorias Sub-14 e Sub-16 Feminina.

Clique aqui para conferir todos os resultados e a classificação final da Copa Brasil de Clubes Sub-21 Masculina.

Equipe do E.C. Pinheiros, terceiro lugar da competição

 

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