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09/05/2017 - Karine Gomes, presidente da Federação Matrogrossense

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A presidente Karine Gomes Ribeiro deixará o comando da Federação Matogrossense de Basketball (FMTB) neste mês de maio, com muitos serviços prestados e um legado altamente positivo. A ex-jogadora e treinadora afirma que foi um período democrático, com todos os filiados podendo opinar sobre as competições, que foram se ajustando e sendo moldadas de acordo com a vontade e os anseios da maioria. Para a sequência de 2017, mesmo com a nova gestão, que conta com técnicos de todos os polos do estado compondo a chapa única, Karine garante que o calendário será mantido e cumprido. Confira um pouco mais sobre o trabalho realizado por Karine Gomes Ribeiro e sobre o futuro da Federação Mato-grossense de Basketball (FMTB) na entrevista a seguir...

Faça um balanço da sua temporada como presidente:

Em todo o meu mandato desenvolvemos um trabalho de forma democrática. Todo ano nós colocamos pontos positivos e negativos, do último exercício, em um congresso técnico e discutimos sobre ele. E, todos os técnicos discutem e chegam a um denominador de alteração ou de manutenção dos formatos das competições do ano anterior. O adulto já foi alterado sofreu alterações três vezes nesse tempo que permaneci na presidência. E a intenção é sempre ajustar para garantir as melhorias.

Quais as competições que mais se destacaram nesses quatro anos?

Com certeza os campeonatos de base. Conseguimos implementar categorias que não tínhamos e isso foi muito positivo. É muito importante que os atletas menores consigam ser aproveitados pelas categorias. Hoje, temos sub-13, sub-15, sub-17 e sub-19, que eram promessas para Brasileiro de base. Com isso, viemos mantendo nesses quatro anos essa preparação intensa dessas equipes.

Como está sendo desenvolvido o trabalho nas categorias de base?

O calendário foi formatado esse ano no congresso técnico, visando exatamente essa questão da passagem de gestão. Então, o calendário também foi votado e, esse ano, nós tivemos uma votação para eliminar as regionais e aumentar os confrontos das equipes das regiões norte e sul.

E nas competições adultas?

Continuamos com a nossa principal competição com o Estadual Federado, tanto nas categorias de base e na categoria adulta. O Federado Adulto Masculino terá um novo formato, que será discutido na assembleia da eleição. Hoje, não temos a categoria sub-19 feminino, pois as meninas com 17 anos já estão jogando no adulto. Com isso estamos conseguindo estimulo pra fazer essa manutenção no adulto feminino, que conta com um número baixo de equipes e queremos mudar esse cenário.

Quais os planos da nova gestão para a temporada 2017?

O nosso diálogo foi para que fizéssemos uma chapa única e que houvesse uma participação ampla de técnicos, no qual são os maiores voluntários na manutenção desse instrumento que é a Federação em prol do basquetebol. Então, a chapa que recebi tem técnicos de todos os nossos polos, o que acho muito interessante, que todos trabalhem juntos, com democracia e votações. Nós já fazemos isso e eles vão permanecer com essa mesma filosofia. Essa chapa vai trazer um pouco mais de rigidez em questões de punições, será uma organização diferenciada e que irá trabalhar com prazos de inscrições. Então posso dizer que agora vem um pouco de mudança nessa área administrativa, que é necessária e para melhorar.

A CBB está sob nova direção, quais são as expectativas para esses próximos anos do basquete brasileiro?

Tenho certeza que o novo presidente Guy Peixoto Jr vai buscar a mudança que precisamos. Ele já começou a mostrar o seu trabalho pelo basquete brasileiro e temos aqui na nossa cidade a convicção disso.

Qual legado você deixa para a federação matogrossense?

Eu colaborei para algumas alterações esportivas, na propagação de eventos e consciência social. Acho que consegui colocar e difundir um pouco essa parte. Trabalhamos em equipe em prol da modalidade e isso faltava um pouco, mas sei que ainda temos que melhorar. A dimensão geográfica do estado não ajuda muito, mas consegui unir técnicos e melhorei o quadro de arbitragem com renovações. Foi um tabuleiro de xadrez, quando não fluiu como queríamos sabíamos que estávamos fazendo todo o possível.