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29/04/2017
JONAS OLIVEIRA, PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DO AMAZONAS

Foto: Divulgação/CBB
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Jonas Oliveira e o presidente Guy Peixoto Jr
Cada uma das 27 federações filiadas possui sua história e contribui para o desenvolvimento do basquete nacional. Na Federação de Basketball do Amazonas (FEBAM), o presidente Jonas Santos de Oliveira fez um balanço do basquete amazonense e falou dos planos para 2017, além de explicar algumas prioridades da sua gestão.

Visando um futuro promissor, a Federação do Amazonas, vem trabalhando para representar o basquete do norte do país. Jonas destacou a missão da nova gestão para o basquetebol brasileiro e pontuou sobre categoria de base e arbitragem. Confira um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido pelo presidente amazonense.

A CBB entra em uma nova era com uma nova gestão. O que o basquete amazonense espera desse novo ciclo?

Podemos falar sobre muita expectativa. Essa nova administração já se caracteriza pela transparência das informações e da forma que vem conduzindo. Nós percebemos que eles vieram mesmo para modificar a forma de gerir o basquete. Essa nova filosofia vem perpetuando o que queremos há décadas, pois antes pensávamos que havia somente basquete nas regiões Sul e Sudeste, e na verdade temos basquete no Brasil inteiro. Temos representantes em equipes nacionais e seleções brasileiras em todos os estados, até aqueles mais distantes. Então, essa gestão vai se destacar por ser um basquete para todos.

É o seu segundo mandato na federação, quais são seus planos para 2017?

O resgate do basquete amazonense. Conseguimos manter e efetivar de forma sólida todas as competições no masculino e feminino. Hoje, temos as categorias no Sub-13 até o adulto 26. O equilíbrio técnico entre as equipes já está solidificado nas 1ª e 2ª divisões. As equipes de base que fomentam as seleções estão trazendo resultado, e isso é a resposta do que estamos fazendo, e não está sendo sorte, está sendo trabalho.

Em 2014, a seleção amazonense sub-15 feminina subiu para a 1ª divisão no campeonato brasileiro de base. Conte como é a preparação das equipes de base.

Sim, isso é uma virada muito grande para o nosso basquete. Porque somos muito isolados geograficamente falando. Então, fazer esse intercâmbio com todas equipes é muito complexo. Requer uma logística que tem um custo alto e tempo, que na maioria das vezes não temos. Essa preparação que fazemos com a seleção feminina é muito intensa. Ter condição técnica para entrarmos em quadra e conseguir uma classificação, ou permanecer na mesma divisão, é difícil. E assim nós trabalhamos, focando muito na parte física e voltada para uma condição diferenciada para essas meninas. Realizamos amistosos contra as seleções masculinas, para que elas possam bater de frente com aquelas que estão mais capacitadas que a gente nas competições. E assim seguimos para poder nos destacar.

Conte sobre a história do basquete amazonense:

Nossa historia foi compilada no Livro da professora da Universidade Federal do Amazonas, Rita Puga. Ela narra que o basquetebol começou por aqui durante a segunda guerra mundial, na década de 40, junto com os padres redentoristas no bairro de Aparecida. Isso tudo com a colaboração da Marinha Americana que tinha navios aqui no porto de Manaus. Acabou que esse bairro se tornou o berço do basquetebol do Amazonas. Isso muito nos orgulha muito. Quem promoveu isso aqui foram os padres e os soldados americanos, que por aqui estavam de passagem. Eles tinham a forma de jogar em cais de navios, em portos, em igrejas. Foi quando tudo começou.

Quais competições estão acontecendo no momento?

No momento estamos com a Copa Cidade Manaus, que antecede o Campeonato Amazonense. É uma competição aberta e temos 12 participantes. Estamos bastante ocupados com uma série de competições. No meio dessa disputa nós realizamos o Basketball Day, quando fazemos o torneio de enterradas e de três pontos. Isso ajuda a valorizar os atletas que conseguem determinadas performances.

Como é a massificação do basquete na cidade?

Nós ainda não temos um plano de ação de massificação, pois somos apenas quatro pessoas na federação. Mas buscamos evoluir muito nesse sentido. Temos um projeto social que é localizado na casa do basquete, que chamamos de Basquete Social. E com isso estamos buscando fomentar e patrocinar um custo para os professores. Ela funciona todos os dias com alunos de 10 a 19 anos e é de forma gratuita. Temos o apoio da prefeitura que nos sede o espaço e dois professores que trabalham ainda sem remuneração.

O investimento na arbitragem como é feito?

A gente preza o diálogo sempre entre a arbitragem. Porque no meu entendimento é um fator de desenvolvimento pedagógico do basquete. Com esse raciocínio a gente percebe que o técnico prepara a equipe para a realidade daquela região, como a arbitragem conduz o jogo. Os atletas são preparados através disso. Se a arbitragem for muito rígida, permitir pouco contado, o técnico aplica uma nova metodologia. Se a arbitragem consegue deixar o jogo mais solto, o que é um risco, o dinamismo e a disputa pela partida se torna mais emocionante. Então, precisamos investir sempre. Semana passada teve reunião com palestras motivacionais interpessoais, para que possamos evoluir não só como arbitragem, mas como relacionamentos entre equipes, atletas e árbitros e técnicos. A gente tem por costume fazer todo ano, no primeiro quadrimestre, o curso de arbitragem a nível regional e o curso de nivelamento feito pela CBB. E temos um ponto positivo de que o Amazonas sempre se destaca em níveis nacionais, jogos escolares e brasileiros de base.