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26/11/2002 - Norberto 'Borracha'

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O técnico Norberto Silva, o Borracha, vem usando seus 25 anos de experiência no basquete para treinar a jovem equipe do São Caetano no Nacional Feminino. O time paulista terminou o primeiro turno na oitava posição, com três vitórias em nove jogos. Aliás, Borracha é um veterano na competição e esteve presente nas finais das quatro edições anteriores. Como assistente técnico foi campeão em 1998 e 2000 (pelo Fluminense e Paraná Basquete, respectivamente). Pela equipe do Paraná conquistou ainda dois vice-campeonatos, em 1999 e 2001.

Como você define o técnico Borracha?

Sou super perfeccionista, chego a ser até chato. Tento tirar o máximo das atletas com quem trabalho. O resultado disso é os times que treino costumam ser bem arrumados e disciplinados taticamente.
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Fale um pouco da sua experiência no basquete.

Comecei há vinte e cinco anos, no Colégio Divino Salvador, em Jundiaí. Foi a minha grande escola como técnico, especialmente das categorias de base. Lá conheci atletas que hoje são grandes nomes do basquete brasileiro, com as irmãs Cintia, Silvia e Helen Luz e a Branca. Trabalhei em equipes como Araçatuba, Minercal e Seara/Paulínea. Nos últimos anos, fui assistente do Antonio Carlos Vendramini nas equipes do Fluminense e do Paraná Basquete. Atualmente, além de treinar o São Caetano, sou coordenador de basquete no Centro Olímpico do Ibirapuera.

Por que o apelido Borracha?

É de infância. Meu pai tinha um posto de gasolina e por causa do trabalho com pneus de carro ele era chamado de Borracha e eu era o Borrachinha. Cresci e o apelido ficou.

Como você analisa o desempenho do São Caetano até agora?

A equipe ainda está bastante irregular. O que é normal em um time jovem, que está junto há pouco tempo. Essa inconstância nos custou algumas vitórias. Contra o Guaru, Campos e Santo André, por exemplo, deixamos de ganhar por inexperiência. Mas fizemos bom jogos e o time está desenvolvendo o seu potencial.
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Quais as suas expectativas para o returno?

Acredito que Americana, Guaru e Santo André estão com as maiores chances de classificação para a próxima fase. A disputa pela quarta vaga será super acirrada, pois as outras equipes estão encostadas na classificação. Meu trabalho agora é motivar o grupo para darmos o máximo de cada um e melhorar o nosso desempenho no returno. Assim, podemos entrar na briga por uma vaga na semifinal.

E o que fazer para conseguir esse objetivo?

Com a sequência de jogos e viagens não temos muito tempo para treinar. Meu trabalho principal nesse momento é de motivação. E aí o fato da equipe ser jovem é vantajoso. As meninas querem muito mostrar seu potencial e isso faz superar as dificuldades.