Imprensa
01/11/2001 - Iziane Castro
Como foi seu início no basquete?
Comecei com 12 anos na escola, em São Luís (MA). Praticava natação e meu professor de Educação Física disse que eu daria uma boa jogadora de basquete, já que sempre fui alta e magra. Gostei e nunca mais parei. Em 1997, as técnicas Maria Helena Cardoso e Maria Helena Campos, a Heleninha, me conheceram em um campeonato e me convidaram para jogar nas divisões de base do BCN, onde estou até hoje.
O que representou a conquista da Copa América, na sua primeira convocação para a seleção brasileira principal?
Na verdade não esperava nem ser chamada para a seleção principal, quanto mais disputar a Copa América. Quando soube que estava entre as doze, fiquei paralisada de tanta emoção. Nas entrevistas, ainda nem sabia o que dizer. Sei que sou uma boa jogadora, mas sou muito nova e realmente para mim foi uma ótima surpresa.Que análise você faz de sua participação na seleção brasileira?
Acho que rendi o que eu e o Antonio Carlos Barbosa (técnico) esperávamos. O objetivo da comissão técnica é dar experiência às mais novas, para que não fique um vácuo entre uma geração e outra. Acredito que dentro dessa filosofia, eu produzi o esperado, ajudando minha equipe quando fui solicitada e, principalmente, desfrutando ao máximo da convivência com as mais experientes para evoluir como atleta e ser útil no futuro.
Como foi jogar em sua cidade, com a torcida gritando seu nome?
A maior emoção da minha vida aconteceu quando o Barbosa me tirou do banco de reservas para entrar em quadra. Todos gritavam meu nome. Realizei um sonho, que foi jogar na seleção brasileira com toda minha família na arquibancada. O ginásio esteve lotado todos os dias, com cerca de seis mil pessoas, e fiquei muito orgulhosa da minha cidade, que recebeu muito bem as atletas e fez um lindo espetáculo.Com apenas 19 anos, você é um dos destaques da nova geração do basquete brasileiro e é a cestinha do Campeonato Paulista. Como analisa essa fase de sua carreira?
O que estou jogando hoje no Campeonato Paulista é conseqüência do aprendizado que tive esse ano, com o Mundial Juvenil e a Copa América. Acho que estou realmente em um excelente momento da minha carreira. Sei que eu e todas as outras jogadoras que estão começando na seleção têm uma grande responsabilidade, que é continuar a caminhada vitoriosa que o basquete feminino vem fazendo, estando entre os melhores times do mundo.











