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19/12/2005 - Guilherme Giovannoni

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O ala Guilherme Giovannoni trocou o Benneton Treviso, da Itália, pelo Kiev, da Ucrânia, no início de dezembro. Já no jogo de estréia (dia 17), Guilherme ajudou sua equipe na vitória por 90 a 63 sobre o St. Petersburg (Rússia) nas oitavas-de-final da Fiba Euro Cup, anotando 12 pontos, quatro rebotes e duas assistências nos 17 minutos que ficou em quadra. Em 2005, o ala conquistou o título inédito da Copa América – Pré-Mundial da República Dominicana e a vaga para o Mundial do Japão em 2006.

Como foi a mudança para a Ucrânia?

Bom, acabei de chegar aqui e tem sempre um tempo de adaptação aceitável, mas acredito que está indo tudo bem. A adaptação esta sendo ótima, a cidade é grande e muito legal, acredito que as maiores dificuldades são a língua e o frio, mas nada que um professor e um casaco não dêem um jeito.

O que você espera dessa temporada na Ucrânia?

O Kiev está em segundo no Campeonato Ucraniano e está na reta final Fiba Euro Cup. Os objetivos do time são ganhar o título ucraniano e ir o mais longe possível na Euro Cup. Em princípio, eu fico até maio, que seria o final da temporada.
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Como foi a estréia na Fiba Euro Cup?

Foi uma estréia maravilhosa, joguei bem e ganhamos de forma incontestável. E ainda tiramos a invencibilidade do São Petersburg, que havia nos derrotado na grande final da Euro Cup no ano passado. Fiquei feliz em ajudar o time a conquistar essa vitória.

Como é a equipe do Kiev? O jogo é muito diferente dos outros países que você já jogou?

A equipe esta cheia de estrangeiros, como iugoslavos e americanos. Infelizmente ainda não joguei pelo Campeonato Ucraniano, mas no mundo de hoje não acredito em diferença de estilos de jogo, o basquete já está muito globalizado.
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Você já jogou em várias cidades do Brasil e do mundo. Qual a que mais gostou e por quê?

Acho que cada lugar que joguei tem um particular especial. Não tenho uma certa preferência por nenhuma cidade, mas não escondo o sonho de um dia poder voltar a jogar na minha cidade, Piracicaba.

Quais os conselhos que você daria para o jogador que quer atuar no exterior?

Tem que trabalhar muito duro. Não é fácil ficar longe de casa e aprender outras culturas, mas vale muito a pena pela satisfação e o respeito que a gente adquire.
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Quais as expectativas para o Mundial do Japão e as chances do Brasil na competição?

As expectativas são as melhores possíveis. O Brasil tem ótimos jogadores. Temos que dar continuidade ao trabalho que começamos na conquista do título da Copa América. Nós temos time para fazer uma bela apresentação e brigar por um lugar no pódio.

Quais os adversários mais difíceis? E quem você aponta como favoritos ao título?

O Campeonato Mundial reúne as melhores equipes de cada continente e, por isso, todos os adversários são difíceis. No meu ponto de vista, Estados Unidos, Argentina, Sérvia e Montenegro e Lituânia são os favoritos ao título.