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10/06/2004 - Iziane Castro Marques

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A ala Iziane vive a ansiedade de participar pela primeira vez de uma Olimpíada. Com apenas 22 anos, a atleta maranhense carrega na bagagem a experiência de quem já atuou em times da França, Espanha e WNBA (liga profissional americana). Agora Iziane quer brilhar nas quadras de Atenas. Para isso, conta com seu talento, garra e determinação que a transformaram em um dos destaques de sua geração. A atleta estreou na seleção adulta na conquista da Copa América de 2001, em São Luís, aos 19 anos de idade. Um ano depois, participou do Mundial da China, e, em 2003, foi campeã do Torneio Pré-Olímpico do México, que garantiu ao Brasil a única vaga das Américas nos Jogos Olímpicos de Atenas.

Qual a expectativa para disputar sua primeira Olimpíada?

Estou super empolgada e ansiosa. É o sonho de todo atleta estar nos Jogos Olímpicos. Deve ser uma sensação maravilhosa entrar na vila olímpica e participar dessa grande festa do esporte. Estou em um momento ótimo na minha carreira e ir a Atenas vai coroar o meu trabalho e dedicação ao basquete. Jogar com estrelas como Janeth e Helen, de quem sempre fui fã, é muito legal e espero poder ajudar o Brasil a trazer uma medalha.
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E as chances do Brasil em Atenas?

Temos grandes chances de conquistar uma medalha, inclusive a de ouro. Mas temos que estar atentas o tempo inteiro, pois um jogo muda a história do torneio. A seleção brasileira tem grandes talentos e o tempo de treinamento é adequado, sem ficar estressante para as atletas. Agora é treinar com determinação para o grupo chegar em Atenas cem por cento.

Fale um pouco da sua temporada na Espanha.

Fiquei satisfeita com o meu desempenho no Perfumerías Avenida de Salamanca. Conquistamos o sexto lugar no Campeonato Espanhol e fomos vice-campeãs da Copa da Rainha, o que classificou a equipe para disputar a Euroliga, em 2005. Minha média de pontos no campeonato espanhol foi de 17 pontos e fui a cestinha da Copa da Rainha.

Como o basquete brasileiro é visto no exterior?

A seleção brasileira é considerada uma das grandes potências do basquete feminino e as jogadoras são muito respeitadas, tanto na Europa como nos Estados Unidos.
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E quais seus planos para a próxima temporada?

No momento, estou sem clube, estudando algumas propostas. Minha prioridade atual é me dedicar totalmente à preparação para as Olimpíadas. Por isso, rescindi meu contrato com o Phoenix Mercury, jogando só a pré-temporada da WNBA. Sei que lá não teria muito tempo em quadra e a equipe me liberou para me juntar à seleção desde o início dos treinamentos.

Depois de tanto intercâmbio internacional, como está o seu jogo hoje?

Evolui muito tecnicamente. Joguei em escolas diferentes de basquete e tive uma ótima experiência, conseguindo me adaptar bem em todos os clubes em que atuei. Hoje tenho uma visão de jogo bem maior, mas mantendo minhas características, que são a velocidade e infiltração. Hoje também meu arremesso de média e longa distância estão melhores.

Cite os lugares e as experiências mais marcantes da sua vida fora do país?

A cidade que eu mais gostei de morar foi Miami, porque tem muitos brasileiros, praia e um clima parecido com o nosso. O momento inesquecível foi a conquista da Eurocopa pelo Aix Basket, da França. Formamos um grupo muito unido e as jogadoras são amigas até hoje.
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Qual o momento mais emocionante da sua carreira?

Sem dúvida a Copa América de 2001, em São Luís, foi um momento inesquecível. Foi a minha primeira participação na seleção adulta e justamente na minha cidade. Jogar com o ginásio lotado, na presença da família foi realmente emocionante. Outra grande emoção foi o Pré-Olímpico do ano passado, quando conseguimos a única vaga para as Olimpíadas de Atenas.